Santiago
https://www.youtube.com/watch?v=G832r4bW5ks
"No meio de um plano, o filme se faz dança e transforma a conversa sobre o personagem Santiago Merlo numa discussão do processo de construção de um documentário. A câmera meio distante do entrevistado é para o diretor um sinal de que algo nas entrevistas não consegui remover a distância entre eles e seus personagem. João, por trás da câmera, permaneceu o filho do dono da casa e Santiago, diante dela, o mordomo da família de João e, por isso mesmo, pouco à vontade no filme. Para o diretor, hoje, nas imagens filmadas em 1992 sob influência de Yasujiro Ozu (uma cena de Viagem a Toquio/Tokyo Monogatari, de 1953, fecha o documentário), permanece o que para Werner Herzog é cinema de verdade: os pequenos instantes vazios em que a câmera já está em funcionamento mas a ação ainda não começou"
José Carlos Avellar. Continuum -revista del Itau Cultural-São Paulo- Diciembre, 2007.
que hubiese hecho el director si, de de repente, su mayordomo empezase a sacar trapos sucios de la familia ante la cámara?
João Moreira Salles entrevistado
https://www.youtube.com/watch?v=XbLfsHkrE1k
"El cuartito de la empleada, una institución en Brasil"
Recife Frío
de Kleber Mendonça Filho. Brasil, 2009
Doméstica
de Gabriel Mascaro
https://www.youtube.com/watch?v=NVl1wptZdS4
"Eu lembro que participei da oficina de formação do Doc TV, e foi meu primeiro contato com Jean-Claude Bernadet. Nessa oficina, ele nos desafiou, com muita força: "o documentário brasileiro vai mudar quando os diretores pararem de chamar os personagens para o palco no dia do lançamento". Aquilo foi muito forte para mim. Os filmes tinham uma condescendência, um pacto com a aprovação do personagem. No lançamento de Doméstica, no Rio, um personagem do filme disse para mim: Ó, você roubou esse filme de mim, viu? Eu quero autoria do filme. Fui em que filmei, é minha história".Quando eu poderia imaginar que esse jogo perverso que instrumentalizou o olhar dos personagens e virou o jogo contra eles, ia fazer com que, no final, o cara pedisse a autoria do filme, dizendo que eu estou enrolando? Isso traz uma força do próprio descontrole que esse método coloca em jogo."
Gabriel Mascaro en el Catálogo de la Muestra de Novo Cinema Pernambucano. Centro Cultural Banco de Brasil -Junio-Julio 2015-
Domésticas
de Fernando Meirelles, Nando Olival.
Brasil, 2001
A alforria de uns significa trabalho e meio de vida para outros, os quais são recompensados com salários nem sempre dignos e direitos inexistentes e/ou desrespeitados. As empregadas domésticas são os sustentáculos que permitem às suas patroas e patrões desempenharem tarefas mais “nobres” do que as do lar. Substituem até mesmo mães e pais que, em seus cotidianos atribulados, se poupam da difícil e trabalhosa relação com os filhos. Apesar de tudo, as domésticas são relegadas à invisibilidade, ao espaço das cozinhas e da arrumação da casa. O filme contribui para a visibilidade dessas mulheres, as quais são fundamentais no cotidiano dos lares das senhoras e senhores que podem se libertar do labor doméstico.
http://espacoacademico.wordpress.com/2013/11/27/domesticas-o-filme/
"Eu não sou domestica, eu estou domestica"
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Qué horas ela volta?
de Anna Muylaert. Brasil, 2015http://cinema.uol.com.br/noticias/redacao/2015/02/14/brasileiro-que-horas-ela-volta-ganha-premio-de-publico-em-berlim.htm



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